quinta-feira, janeiro 13, 2005

Não engulas isso Maria que te faz mal

Yvonne Bello, acompanhada pelo seu marido e uma amiga, Joana Leotte, compareceu ontem nos cinemas UCI do Corte Inglês, para assistir, a convite da New Age, ao mais recente filme da distribuidora, Maria Cheia de Graça, ou no original, Mary Full of Grace. Esta obra do realizador Joshua Marston venceu vários prémio internacionais, sendo o mais sonante o prémio do público do Festival de Sundance que contempla os melhores filmes independentes distribuídos nos Estados Unidos. O filme conta a história de Maria, de dezassete anos, que vive numa pequena aldeia na Colômbia onde o seu trabalho é tirar os espinhos das rosas para sustentar a mãe, a avó, a irmã e o sobrinho pequeno. O namorado, Juan, tem poucas aspirações na vida, mas Maria deseja mais do que se afundar numa pobre aldeia, a fazer todos os dias a mesma coisa. Quando descobre que está grávida resolve mudar tudo. Despede-se do trabalho, por incompatibilidades com o patrão e, quase por coincidência, conhece Franklin, que lhe oferece ajuda para encontrar um emprego em Bogotá. Maria torna-se então, juntamente com uma amiga, correio de droga entre os Estados Unidos e a Colômbia. A rapariga vai contar com a ajuda de Lucy, uma jovem também ela correio, que lhe ensina os cuidados a ter. Mas nem tudo corre como previsto e Maria terá de se saber desenvencilhar numa cidade desconhecida, sem poder contar a sua verdadeira história a ninguém. Na realidade, aquilo que seria uma viagem para conseguir dinheiro, acabará por transformar profundamente a sua vida.
Antes da projecção do filme, Yvonne passeou-se espampanante por entre os presentes e distribuiu beijos e abraços a quem os quisesse. O Desordem, como não podia deixar de ser, esteve presente, representado pelo seu editor (eu próprio), mas ao contrário do que se pretendia, não atraiu a atenção de ninguém, a não ser de Joana Leotte que se mostrou muito simpática em recordar, com grande alegria, os melhores momentos deste blogue.
Ao Desordem Yvonne, após o filme disse: “Gostei muito do filme e todos nós temos que ser alertados para a situação que ele mostra. A boa vontade do mundo em ajudar essas pessoas pode ser fulcral para melhorar o nível de vida dessa gente. O mundo tem de se consciencializar que pode ajudar os países mais necessitados sem que para isso seja necessário um desastre como o da Ásia. Já reparou o que se podia fazer aos países mais pobres se se fizesse o mesmo tipo de doações que estão a ser feitas agora, para infra estruturas? O problema é que se não há morte, as pessoas não se sentem obrigadas a ajudar. É uma hipocrisia. Os países mais desenvolvidos têm culpa nisso e deviam ser eles a dar o exemplo e incentivar campanhas deste tipo.”
O sucesso da Socialite foi tanto que os espectadores, em vez de comentarem a obra de Joshua Marston, se entreteram vivamente a tecer rasgados elogios à roupa e simpatia da Deusa da linha.